terça-feira, 17 de abril de 2012

UMA JUVENTUDE QUE PRECISA SE ENCONTRAR


E, poucos dias depois, o filho mais novo, ajuntando tudo, partiu para uma terra longínqua, e ali desperdiçou os seus bens, vivendo dissolutamente. Lucas 15.13

Hoje aconteceu um caso curioso. Eu diria mais, diria que é um caso triste, é trágico.
Na manhã de hoje eu peguei um trem para chegar ao trabalho e pude ouvir durante toda a viagem a conversa de dois jovens, beirando os seus vinte e poucos anos, no máximo. Eles falavam sobre algumas festas que têm freqüentado, falavam sobre as bebidas e drogas, que usavam nas festas, de forma bem aberta, para quem quisesse escutar. Eles falaram sobre as meninas com quem se relacionavam nessas festas, mas em todas as falas dava pra perceber a falta de afetividade, a falta de respeito com eles próprios e com elas também.

Fiquei ali do lado prestando atenção no que eles diziam, e como eles achavam tudo aquilo engraçado. Fiquei pasmo com a forma como um deles disse tratar a mãe, quando esta ligou no momento em que ele estava na festa; muitos palavrões e expressões de baixíssimo calão.
Mas o curioso é que eles repetiam expressões como, “fiquei acabado”, “nem estava querendo ir, mas fui”, “fiquei muito louco”, “nem sabia mais onde eu estava”, etc. Além de outras expressões que mostravam o quanto estavam perdidos nessa vida.
Tenho visto muitos jovens vivendo suas vidas de forma dissoluta, entregues totalmente aos vícios da bebida, cigarro, drogas, prostituição, fornicação, etc. E tudo isso como se fosse  onda. Mas o maior problema em relação a isso é que o valor do que é bom e correto tem sido trocado pelo prazer da simples e banal curtição. Isso se dá por conta de vários fatores, entre eles podemos destacar os colegas, o ambiente que frequentam, músicas que ouvem (este último tem sido o mais degradante a cada dia) e por aí em diante.
Podemos notar que as músicas mais ouvidas no meio dos jovens, pelo menos aqui no Rio de Janeiro, são o funk e o pagode. Não tenho nada contra o ritmo (embora não seja do meu agrado), mas tudo contra as letras! Isso, que chamam de música, tem letras (se é que podemos considerar como letra) totalmente vis, maldosas, cheias de prostituição, incentivos às drogas, promiscuidade, traições, adultérios, depreciáveis às mulheres, etc. Enfim, esse tem sido o tipo de música que embala as baladas no momento. Onde vamos chegar? Será que pode chegar mais baixo do que já está?
Será que o som que tem tocado imita a realidade ou é a realidade que imita o que tem sido tocado? Bom, essa é uma reflexão que pode gerar muita discussão, mas o que podemos ver é que os jovens parecem viver como se não houvesse mais respeito, amor e compromisso. Isso é muito triste, e digo isso como jovem!
Quando olho para essa juventude eu vejo o abismo que se forma entre o homem e Deus, quando esse começa a caminhar longe do seu Criador. Quando vejo os potenciais que são desperdiçados na bebida, na droga e na prostituição me dá uma angústia muito grande, pois me lembro de passagens como a de Joel 2.28, onde diz: "E há de ser que, depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões". Onde estão os sonhos e visões da nossa juventude? Infelizmente os prazeres que o mundo oferece têm escurecido os sonhos e visões que Deus tem para os jovens dessa cidade, desse país e desse mundo.
O desejo de Deus é que o jovem use a sua força para viver com toda a intensidade uma vida cheia do Espírito Santo, onde haja um transbordar da glória de Deus através de suas vidas, a ponto das pessoas olharem e verem o próprio Deus resplandecendo em suas vidas.
A juventude é a força motriz de uma nação, e sem essa força o país não desenvolve como deveria, pois as gerações anteriores já não têm o mesmo ímpeto e fôlego que a nova geração possui. Parece que o inimigo tem oferecido álcool e outras drogas para entorpecer a mente da mocidade; aventuras sexuais e promiscuidade liberada para dar uma falsa sensação de liberdade.
Não é desejo de Deus que as pessoas reduzam as suas vidas a um copo de cerveja ou a um maço de cigarros, migrando de uma festa para outra, de uma balada para outra, num ritmo acelerado, sem motivos além da vazia “curtição”, que querendo ou não uma hora vai acabar, e você verá que aquilo não produziu nada de construtivo para sua vida, ou para a vida de qualquer outra pessoa!
Jesus disse certa vez que “toda árvore que não dá bom fruto lança-se e joga-se no fogo” (Mateus 7.19). Nós somos árvores capazes de gerar frutos bons e frutos maus, porém cabe a nós a decisão de gerar os frutos bons, ao invés dos maus. Vivendo uma vida longe de Jesus, longe da Sua graça e salvação é impossível ao homem gerar bons frutos. É necessária uma mudança de visão, uma mudança de vida! É preciso sair da torpeza!
Jovem não aceite essa vida vazia quando há muito mais para você viver. O que o mundo te apresenta é uma falsa alegria, que depende de vícios que te prendem e te levam à destruição no final. Nós não precisamos de vinho, cerveja, cigarro, maconha, ou seja lá o que for. Nós precisamos de alguém que possa nos guiar, nos levar a um caminho de vida, um caminho de edificação, e não destruição; e esse alguém é somente Jesus Cristo. 
A alegria que Jesus nos oferece é inesgotável e depende de uma decisão nossa: abrir o coração para que Ele possa entrar e fazer morada, e nos conduzir a uma vida abundante e cheia de bons frutos.
O filho pródigo saiu da casa do pai e foi viver sua vida da forma que ele julgou ser melhor, gastou todo o seu dinheiro nas farras que ele encontrou, perdeu tudo e foi comer junto dos porcos. Veja onde ele chegou! Ele poderia ter permanecido ali, e ter perdido a sua vida naquele lugar, mas ele se arrependeu do que fez e retornou à casa de seu pai, reconhecendo o seu erro e a sua insensatez.
A nossa juventude parece viver a mesma realidade daquele filho perdido, mas ainda há tempo para se arrepender, ainda há vida, ainda há esperança!

Que Deus te abençoe, em nome de Jesus!