sexta-feira, 22 de maio de 2009

CRESCIMENTO OU INCHAÇO DO EVANGELHO?

Fico meio assustado vendo o “crescimento”, que tantos falam, que a Igreja vem tendo. Em especial gostaria de falar sobre o avanço da Igreja em nossa cidade, o Rio de Janeiro.
Tenho um professor no seminário, que me dá aula de História Eclesiástica, e ele falou a respeito de uma discussão sobre o dito “crescimento”, que ocorreu certa vez em uma reunião de pastores batistas.

Os pastores estavam felizes comemorando o crescimento da Igreja em nossa cidade, até que um dos que estavam ali disse: “Há uns 15 ou 20 anos atrás haviam pouquíssimas igrejas dentro da comunidade da Rocinha. E víamos como aquela comunidade passava por dificuldades, já naquela época. Hoje, quando entramos na Rocinha vemos um número absurdo de igrejas espalhadas por toda a comunidade. E o que deveríamos ter como resultado, não temos. Pois a situação da comunidade não melhorou em nada, pelo contrário, a violência aumentou, diga-se de passagem os últimos confrontos sanguinários com favelas rivais [...] Na verdade, não temos o que comemorar!”
Irmãos, o que eu tiro por conclusão sobre essas palavras é que a Igreja vem experimentando, na verdade, um inchaço tremendo.
E o que é um inchaço? Poderíamos dizer que é um crescimento desordenado, em muitos casos. Ou seja, valeria dizer que o inchaço é um crescimento aparente, que por consequência nos traz muitos malefícios, ao invés de grandes benefícios.
Infelizmente é isso que a Igreja vem experimentando. São grandes os números de convencimentos, mas pouquíssimos são aqueles que realmente se convertem.
Claro, vale dizer que existem conversões reais e sinceras!
Mas quando nos convertemos, experimentamos uma mudança em nossas vidas. Deus não é estático, Ele é dinâmico, e assim é a sua atuação por meio do Espírito Santo. As pessoas não permanecem as mesmas, suas vidas são mudadas completamente. Eu não posso ser hoje, depois de convertido, o mesmo homem que eu era antes de minha conversão.
Uma cidade nunca será a mesma depois de um verdadeiro avivamento. Temos por exemplo a cidade de Cali, na Colômbia, onde a Igreja passou por um verdadeiro avivamento, e os índices de violência na cidade, que outrora era conhecida como a “Capital da cocaína”, despencaram de uma forma astronômica.
Gostaria que os irmãos repensassem a respeito do avivamento de Deus.
Deus quando aviva uma pessoa, uma igreja, uma cidade, ou até um país, tudo muda, as coisas não permanecem na inércia, por que Deus não é inerte, Ele é dinâmico.
Avivamento não é apenas sentir a presença e o poder do Espírito Santo.
O crescimento não é representado apenas por igrejas lotadas e grandes números de membros.
É muito mais do que isso! Avivamento e crescimento estão diretamente ligados à transformação, à renovação que temos em Jesus Cristo.
A própria palavra nos exorta acerca disso: “E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.” (Romanos 12.2).
A Igreja deve influenciar o mundo, e não o contrário.
Que Deus a todos abençoe! Amém!