quarta-feira, 13 de junho de 2012

POR UMA TEOLOGIA SUSTENTÁVEL

O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento; porque tu rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim [...] Oséias 4.6
Nos últimos dias o que mais temos visto e ouvido nos noticiários são informações sobre a conferência acerca do desenvolvimento sustentável, RIO+20, que deverá ocorrer no Rio de Janeiro entre os dias 13 e 22 de junho deste ano. Muitas coisas têm sido feitas em relação a um dos temas mais abordados na atualidade, o meio ambiente e sua manutenção, para uma qualidade de vida melhor para a geração atual e as gerações futuras.
Olhando para esse cenário contemporâneo comecei a pensar sobre a sustentabilidade dentro da teologia cristã. Seria prudente falarmos sobre uma teologia sustentável? Bom, primeiramente temos que entender o que significa o termo "sustentável", qual a sua aplicação e importância na prática.

Algo sustentável é aquilo que se pode manter, ou seja, que se pode conservar, defender. Desenvolvimento sustentável é algo que pode progredir de forma saudável, sem agressões ao meio ambiente, algo que pode ser mantido de maneira limpa. Mas ainda assim você pode estar pensando no que tudo isso tem a ver com teologia, não verdade?
A teologia, assim como o progresso, deve se desenvolver de maneira que possa ser sustentável (ou sustentada). Parece um absurdo querer ligar dois temas aparentemente tão diferentes, mas na verdade vemos que atualmente algumas teologias que têm surgido no meio evangélico não são do tipo sustentável, pelo simples fato de não serem fiéis ao principal fundamento teológico, a Bíblia.
Alguns movimentos que têm aparecido no meio do povo não representam [nem de longe] uma teologia saudável. Esses movimentos não têm compromisso teológico verdadeiro, antes os seus objetivos estão mais ligados à prosperidade dos seus idealizadores, aumento do número de membros, "shows" sensacionalistas, fama e sucesso, etc.
Uma teologia suja leva o povo ao desconhecimento, ao regresso e ao pecado. Pessoas estão sendo manipuladas por homens que não representam nada do Reino de Deus, mas que se intitulam como bispos, apóstolos, e uma série de outros nomes, dos quais tiram proveito para se destacarem no meio dos fiéis. Esse tipo de teologia é farsante e enganadora, não há como sustenta-la.
A teologia sustentável é pautada pela Bíblia, e por esta mesma é sustentada. Nesse caso as pessoas são levadas ao conhecimento de Deus, ao progresso, e por consequência a uma vida livre das algemas do pecado.
Poderíamos comparar as duas formas de fazer teologia com dois veículos, um elétrico e um a diesel. O primeiro é totalmente limpo, não produz agressão ao meio ambiente, além de ser mais econômico; já o segundo produz grande carga de CO2, o que prejudica o meio ambiente, além de acarretar problemas respiratórios nas pessoas. Com a teologia não é diferente, pois a teologia suja espalha toneladas e mais toneladas de porcarias no ambiente, como extorsão, engano, pecado, falsos pastores, e por aí vai, além de trazer sobre a igreja o escárnio por parte do mundo, quando vemos escândalos e mais escândalos do meio gospel na mídia; a teologia sustentável é responsável por dar condições aos crentes de viverem sua fé embasada na verdade, pois ela está baseada na Palavra de Deus, e isso produz bons frutos no meio cristão, além de gerar credibilidade da igreja diante da sociedade.
Isso que estão fazendo por aí e chamando de evangelho é uma grande vergonha. A igreja teve a sua imagem manchada nos últimos anos por conta de movimentos totalmente contrários à Palavra de Deus, mas que por conta da falta de conhecimento do povo [ou falta de interesse no conhecimento] acabaram ganhando forças. A falta de uma base sólida de conhecimento bíblico gerou degradação no meio gospel, e hoje as pessoas fazem piadas sobre a igreja, o dízimo, o pastor, e assim por diante.
É triste constatar essa realidade, mas infelizmente é o que temos assistido.
Escrevo este artigo para encorajar você, que se considera um verdadeiro cristão, a buscar fazer teologia sustentável, sustentada na Palavra de Deus. Não se engane achando que você, pelo fato de não ser teólogo [não tendo o título de teólogo], não pode fazer teologia. Todos nós podemos desenvolvê-la, e na verdade devemos, pois temos obrigação de responder a qualquer um que perguntar o motivo da fé [esperança] que há em nós (1 Pedro 3.15). Não vivemos mais nos tempos em que os sacerdotes eram seletos do povo, mas vivemos o tempo em que um povo é seleto e por inteiro, sacerdote.
Que o Senhor te encoraje a abraçar uma teologia sustentável segundo a Palavra dEle. Fique na Paz!