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CONTRA UMA CULTURA DE CONSUMISMO NAS IGREJAS

Por Rafael Gomes

Ao contrário do que alguns possam pensar ao lerem o título desta postagem, não venho condenar o consumo do cotidiano, ou o capitalismo, nem fomentar qualquer outra discussão no âmbito da economia ou da sociedade em geral. Meu intuito é tratar a respeito do consumismo como um movimento que, basicamente, é constituído pela prática do consumo de produtos, programações e estruturas oferecidos no âmbito das igrejas a todos aqueles disponíveis no "mercado" evangélico.

Minha intensão é trazer uma breve análise a respeito do comportamento consumista que influencia, direciona e define como, onde e quando os cristãos servem (ou intencionam servir) ao seu Deus.

JOEL, PEDRO E O DERRAMAR DO ESPÍRITO SANTO

Por Pr. Rafael S. Gomes

E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, Que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; E os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, Os vossos jovens terão visões, E os vossos velhos sonharão sonhos [...] (Atos 2.17)

Pedro foca seu discurso sobre a profecia de Joel para mostrar àqueles que ali estavam reunidos, que o tempo do fim fora inaugurado, agora que Jesus havia irrompido na história. 
O contexto da profecia de Joel, bem como da fala de Pedro e do apóstolo Paulo (quando instrui Timóteo em 2 Tm 3.1), relaciona-se com o período que vai do nascimento de Jesus à queda de Jerusalém em 70 D.C. Aqueles seriam os últimos dias a que a Palavra se refere. No entanto, há uma referência muito próxima à nossa realidade atual. 
Vivemos esses "últimos dias" (não no mesmo contexto histórico de Atos, mas escatologicamente); a Igreja é o povo escatológico que aguarda a volta do Senhor e anuncia as boas novas de grande alegria para a salvação de todo aquele que crê (que invocam o nome do Senhor; v.21).

A MORTE RECONCILIATÓRIA E O ASPECTO "DE DENTRO PARA FORA" DO EVANGELHO

Por Timothy Keller

Os fariseus normalmente ressaltam os aspectos externos da aliança - marcos delimitadores da aliança como a observância do Sabbath, a circuncisão, a Torá e outros - e não um coração regenerado (Lc 11.39-41).
No entanto, o reino de Deus "não consiste em comer e beber, mas em justiça, paz e alegria no Espírito Santo" (Rm 14.17). Por que seria assim?
Jesus tomou nosso lugar na cruz e conquistou-nos a salvação, a qual recebemos de graça, como um presente. A religião tradicional ensina que, se realizarmos boas obras e seguirmos os padrões morais em nosso comportamento exterior, Deus entrará em nosso coração, nos abençoará e salvará. Ou seja, se eu for obediente, Deus me amará e me