terça-feira, 7 de junho de 2016

FORTALECIDOS PELA GRAÇA

Mas ele me disse: “Minha graça é suficiente para você, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza”. Portanto, eu me gloriarei ainda mais alegremente em minhas fraquezas, para que o poder de Cristo repouse em mim. 2 Coríntios 12.9

Por Pr. Rafael Gomes

Mensagem ministrada na PIB em Jardim Novo Realengo
Bom dia a todos! Abaixo segue o texto esboço da mensagem pregada no dia 11/05/2016.

Introdução

Vários homens de Deus tiveram provas da grandeza de Deus ao longo da história, e por isso foram transformados de maneira intensa. Podemos lembrar-nos de Jó (Jó 42), Davi (Salmo 139), entre outros.

Precisamos viver na dependência de Deus. Na verdade, não há outro estado para o homem que não seja o de dependência de Deus. Temos a ideia errada de que aqueles que estão fora de Cristo não vivem na dependência de Deus. Como se Deus tivesse o controle da vida somente daqueles que o servem (na verdade, todos O servem, os justos e os injustos) 1.

A independência do homem é uma ilusão. Uma ilusão criada a partir do seu próprio estado pecaminoso. O problema é que queremos ser grandes, grandes como Deus. E é na hora em que assumimos a ponta, é na hora que disparamos na vanguarda de nossa vida, que sentimos a dor de ver a situação saindo do nosso controle.
Na verdade, nós nunca tivemos o controle de nada. Tudo não passou de uma reles ilusão.

A Minha graça te basta

A graça nos basta porque ela é suficiente para nós. A graça de Deus é a medida certa de solução para a nossa miséria e pecaminosidade.

Quando não valorizamos a graça não experimentamos essa suficiência.
As pessoas menosprezam a graça porque se veem como dignas, enxergam-se como Deus, e para essas pessoas, o ego é a sua fonte de suficiência. É a velha máxima “Com saúde e paz, do resto a gente corre atrás.” De onde vem a saúde, qual é a fonte dessa paz? Não podemos nada sem Ele (Salmos 127.1, 2; João 15.5).

Mas por serem miseráveis, essas pessoas se consomem a si mesmas. Não nada em nós suficientemente grande e poderoso que seja capaz de aplacar a nossa fome de querer ser Deus. E isso nos consome por inteiro.

Porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza

É por esse motivo que o Senhor nos conduz à situação de fraqueza, de pobreza total, onde somos desnudos em pecado diante da Sua Santa presença.

Isso me faz lembrar daquilo que Deus fez a Adão e Eva (Gênesis 3.21). Eles tentaram atender às suas necessidades, achando que eram capazes, mas Deus foi quem proveu a vestimenta. Nem a nossa vestimenta vem de nosso próprio esforço. Nem para isso temos a capacidade de prover.
É interessante perceber que Deus provê a vestimenta ao casal logo após lhes confrontar com seu pecado, e lhes mostrar a baixeza de seu estado pecaminoso.

Gloriar-me-ei nas minhas fraquezas

A fala do apóstolo me faz lembrar que somos servos inúteis (Lucas 17.10), logo, a nossa única fonte de glória é a infâmia dos nossos pecados. Se há algo do qual o homem pode se considerar capaz, esse algo é a prática do pecado.

Por outro lado, como que parecendo um paradoxo, o apóstolo diz se gloriar em suas fraquezas. Isso por que ele entendeu que as suas falhas o expõe cada vez mais à necessidade da graça, e que cada vez mais a graça de Cristo superabunda onde o seu pecado abunda. E cada vez que a graça de Cristo é manifesta, ela destrói o poder do pecado e exalta o poder do Senhor, redundando em glória para Jesus.

Para que em mim habite o poder de Cristo

Somente assim, humilhados, expostos à vergonha diante de um Deus Santo, como Adão e Eva o estiveram, é que podemos ser preenchidos pelo poder do Senhor Jesus.

É justamente na pobreza de um vaso de barro (Romanos 9.23; 2 Coríntios 4.7) que a glória de Deus é manifesta. Logo o barro, que de maneira tão frágil pode se partir, foi escolhido como receptáculo da glória do Pai.

Conclusão (verso 10)

Constantemente nos vemos surpreendidos pelas situações que nos “tiram” do controle de nossas vidas (como se tivéssemos algum dia). Repetidas vezes nos sentimos fracos, injuriados, necessitados, perseguidos, angustiados. No entanto, o que parece diferenciar a nossa geração do apóstolo Paulo, é a ausência de sentido nessa, em oposição a Cristo como sentido único da vida neste.

Seremos fortalecidos quando entendermos o verdadeiro sentido de nossa existência: Cristo Jesus! Por que nEle vivemos, nos movemos e existimos (Atos 17.28).

Referências importantes:
1. O Senhor domina sobre todos:
Salmos 75.7: mostra-nos o controle de Deus sobre todos. “...a um abate, a outro, exalta”.
1 Samuel 2.7: “...o Senhor empobrece e enriquece; humilha e exalta..”.
1.1. Os injustos também servem aos propósitos de Deus:
Os injustos servem aos propósitos de Deus: Gênesis 50.15 – 20; Habacuque 1.6.